quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Preparar! Apontar! Já!

O ano começou e nesse exato momento zeraram o cronômetro. O cara lá em cima gritou "vai!" e lá embaixo o outro botou o pé pra gente cair já na largada.

Começou! Doze meses para ser qualquer coisa. É impressindível que se mude. Nunca ouviu-se falar em alguém que não mudasse na passagem de ano. As opções são as seguintes:

CENA 1
Marido empolgado entre na porta sorrindo
-Carlos, é você?
-Amor, decidi minha resolução de ano novo!
-O que? Vai parar de beber? Fazer regime? Ah, vai pedir aquela promoção? Deixar mamãe morar conosco? Me dar seu cartão de credito? Hum... Carlinhos... vai fazer amor comigo mais de uma vez na semana?
-Como! Não, não. Escuta só, tive a ideia mais genial do milênio - depois do miojo é claro-. Esse ano desejarei não mudar. Vou continuar o mesmo gordo, preguiçoso, patetico, masturbador de internet de sempre! E ai? Hã?
-Mas querido, qual a graça de virar o ano e não mudar nada? É como comer e não expludir no natal! É quebrar a tradições! E o que é uma familia sem tradições? O que é, me diga senhor Carlos, me diga!Pense bem no que o senhor esta fazendo!
-Você não entende? Eu estou mudando, estou mudando o mundo! Eu mudeio o desejo de ano novo. Para que resoluções impossiveis de se realizar? Vou ser o mesmo e não me frustar esse ano. E adianto que não vou pular ondinhas que aquilo me deixa com uma dor nas costas que você nem imagina!

Carlos, como todos podem imaginar foi devidamente excluido da sociedade e hoje mora em um asilo mental pago pela familia. Ele pode ser encontrado pelos cantos sorrindo de sua grande idéia e usando a mesma cueca a três anos.

CENA 2
Um corpo é encontrado morto em um cais. A policia ilumina a escuridão com suas luzes azuis e vermelhas. No local apenas os mendigos e alguns ratos. No corpo da vítima algumas marcas de luta. A mão firme segurava uma caneta bic quebrada e na outra mão um papel rasgado. Em meio ao amassado apenas algumas letras dificeis de ler:

RESOLUÇÃO DE ANO NOVO

e ao final, quase ilegivel, com o último esforço um "ok" podia ser lido.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Para não dar nomes aos bois.

Escuto o outro falando para mim uma historia repetida, já foi dita várias vezes por outros-outros, nos cinemas, nos livros. Mas a historia só se repete porque eu já a vivi.
Descubro em meio as suas frases que a historia não tem fim. Parece um ciclo, mas ele possue uma vaga ideia de um começo. A história é sua dor e a dor é sempre presente.

O outro fala do seu objeto de amor, daquele que foi embora e deixou nele não a dor ( essa vem depois), deixou seu amor pairando no ar e o deixou com a cara de idiota que só os que ficam com o amor pairado no ar possuem (talvez porque a mistura das moleculas de ar com essa energia d'lamur produzam alguma substancia invisivel ao olho nu que reaja com o colegeno da face, produzindo a conhecida em todas as culturas cara-de-bobo).

O objeto de amor foi. O amor que flutuava em sua direção caiu no chão e o enamorado fita o chão paralizado, esperando que de repente, ALAKAZAM, o amor volte a flutuar e continuar sua tragetoria.

O amor, sem objeto contorse-se no chão, luta para manter-se vivo, precisa de objeto, como um peixe fora d'agua sofrendo para respirar ( O amor aqui é uma criança perdida no shopping, desesperadamente verdadeira). O outro enamorado é um sadico, olha passivo o amor esvair-se até que não possua mais nada. O objeto não é nada, já foi embora a muito tempo.


O enamorado descobre depois de muitos anos que o amor não vai se mecher. E quando percebe que é o objeto para quem deve olhar, bem... só encontra pegadas apagadas no chão...




O enamorado, furioso escreve coisas sem sentido, tentando dar sentido a seus sentimentos.





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Entre uma gota e outra

Pensamentos de chuveiro:

- O problema em ser inteligente, é que quando se esta apaixonado você é um completo idiota.

-Se um dia eu tiver força suficiente vou tentar mudar minha vida, fazer algo, me mecher, malhar, fazer algumas abdominais, correr, estudar um pouco mais, ter aulas de francês, ler a Divina Comédia, vou provocar mudanças, tomar novos rumos, ser alguém! Mas o que é que vai passar na tela-quente hoje mesmo?

-Tenho que parar de beber.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

fim.

depois quase-tudo, é por quase-nada que agente desmorona.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Shiii!!

Era de noite. Noite fresca , a tv ligada acoava um chiado qualquer para que ele não sonhasse com o silencio. O silencio o incomodava, o silencio era o simbolo da morte e da vida dos seus pensamentos mais ocultos. LUtava para não escutar o silencio. Antes de dormir ligava a tv, antes de sair de casa ligava o radio só para que quando chegasse, ter a impressão de alguem que o amasse.

LIgava em radios envangelicas, porque não escutava muita música. Geralmente sermões, e sentia que o sermão era ligado diretamente à ele. As vezes a tv quebrava. Nessas horas, só o barulho do computar ligado já era suficiente para deixa-lo menos angustiado.

Sonhou, certa vez, com uma paz sem igual, um branco, leve brisa silenciosa refrescante... Acordou suado com o coração engasgado na boca, e o gosto de medo na boca do estomago.

Uma vez, como era de se esperar, faltou energia. E ele, como era de se esperar, morreu.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 1 de dezembro de 2007

Com os dedos Cruzados

" Inclina teus lábios sobre mim
E que ao sair de minha boca
Seja o que Deus quiser."

Livre adaptação de Canção ao gosto Romântico - Diderot




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quinta do morgado

Uma vontade louca de largar tudo: obrigações, diversões, estudo, pensamentos. Satisfazer necessidades idiotas. Vontade de correr e morrer simultaneamente, só pra chamar atenção. De tomar um bom vinho ( como os atores em filmes hollywoodianos), conversar com qualquer/aquela pessoa que quiser me escutar. Aquela/qualquer que faça caras de interesse quando falar sobre todos aqueles pensamentos não-secretos que sempre quisemos compartilhar.

Ah, vontade de um bom vinho.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 25 de novembro de 2007

Atrito

Minha irmã, pessoa muito importante para minha pessoa, me contou uma historia uma vez. Um bébado que não conseguia acertar as teclas. A historia é até engraçada, digna de se contar em mesas de festa ou de bar.

Eu estava numa mesa à algumas horas atras. Até Alguns minutos atras. Enquato eu falava de minha vida e minhas impressões (que é tudo que posso falar), a mão que acariciava o corpo nem sabia, mas deijava uma impressão. Uma marca de uma contradição. Uma mão dessas passivel de se apaixonar, se não fosse a outra mão que a segurasse.

E enquanto as costas eram desejadas pela mão, e a mão era desejada pela minha, não sobravam sentimentos confusos, que no final da noite, não seria lembrados parar serem escritos.

Esse é o sentimento que fica no fundo da mente. E que fica no fundo da gente.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Atualização

Não é sobre amores e passados que decido abrir este baú de pensamentos. É sobre vontades e desejos passageiros, desses que agente nunca dá valor (não porque seja barato no mercado livre). É dessas vontades que dá um pouco antes de dormir ou um pouco antes de acordar. Enquando balança o dedo na água do chuveiro no instante mágico em que ela esquenta. Na surdina, embaixo do traveisseiro, onde os pensamentos não podem escapar.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, é que se lembra das vontades da infância perdida. Ah, vontades simples de se lidar. O amor pela vizinha do andar de cima; daquela irmã do amigo mais velha, no banheiro só minha; dos quilos emagrecidos para ser notado, do medo de apanhar por pular na piscina de pelado; do grito seco e mudo quando seu amor foi desdenhado; da primeira carta escrita com carinho " seu namorado"; da primeira festa americana; da primeira Ana; da última Ana; da sempre ela; da prova de matemática que não estudada; da primeira colada; a primeira poesia escrita, traduzida de uma boyband; primeiro porre que era pra ser só um esquente.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, quando os raios da noite ja predominam e dominam, é que dá vontade de pensar o que agente fez.

E, não vamos tentar ser poéticos, um parágrafo parece ser tão pouco.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, da vontade de pular logo pro futuro e ver que no final deu tudo certo.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 3 de novembro de 2007

Mais que perfeito

Enquanto mechia nos dedos, brincando com as cordas, dedilha os sons e lembra das sensações que outrora ecoavam nas frases das músicas. Pra cada acorde um vago vácuo de lembrança. E em certas frases, cantadas naquele tom diminuto, bate um frio que percorre a nuca, desses que se treme e diz que vai passar. Larga a palheta, encosta o violão na parede e enxuga os olhos.

É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.

Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 28 de outubro de 2007

Sobre a Festa dos Dentes Fantasiados

Das histórias que se fazem a vida. Tenho muitas delas, e acho que todo mundo tem, depende exclusivavente de como se conta.

Precisamos de um cenário, onde a historia se passa. Precisamos de personagens, e precisaremos tambem de uma série de acontecimentos que tenham um final agradavel. Esqueci de contar o mais importante: empolgue-se. Ninguem aguenta contadores deprimidos

Nesse primeiro post vou falar dos cenários. Podem ser muitos, tanto faz se for um banco de areia, uma festa ou sua cama, merdas acontecem em qualquer lugar. Melhor falar de festa, já que pela regra, o número de merdas é proporcional à quantidade de pessoas. Se somar álcool no meio o resultado é: merda!

Eu sei, o cenário não é tudo, não são as pessoas, mas lá é onde as coisas se misturam. O cenário é uma grande batedeira de merda.

Então, depois de pisar em vomito, tomar toco, sentir-se um idiota não encaixado naquele ambiente, beber muito, andar até um ponto a 8 Km da festa calçando um sapato que não é seu, e por fim andar num ônibus com cheiro de peixe eu chego a uma conclusão: às vezes da merda!



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Antônia

Decidi hoje alguma coisa. Não! Na verdade, decidi a muito tempo alguma coisa. Ficar em casa. Mas hoje, consegui fazer o decidido. Escutar uma música, tomar banho, assistir globo repórter, ficar sentado na frente do computador... E quem sabe até escrever em um blog que não estava esquecido.

Uma escolha que demanda energia. Faz tempo que penso sobre isso, sobre não mais pensar. É... quer dizer, só penso quando o mp4 está desligado, quando o livro esta fechado, quando o sinal está fechado, quando... quando é passado ou quando é futuro?

Essas duas coisas se misturam quando o tempo para. A quantidade de tatuagens com dizeres "carpe diem" aumenta, a minha ideia de viver profundamente não só é cada vez mais nebulosa como duvidosa...

Se, eu ficar por aqui hoje resultar em alguma coisa amanha assisto Zorra Total.
Enquanto isso, "Antônia Brilha"



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Habumba Bumba Ê!

Quando criança costumava assistir "O Rei Leão" com muita freqüência, para meu pediatra freqüência até demais. Adorava tudo, as cores, os animais, a música. Não sei se havia algo em especial que eu gostava mais, era tudo mágico. No outro lado, a morte de Mufaza para mim era um martírio, aquilo doia de tal modo que eu não olhava a cena da queda. Quando Simba aproximava-se do pai e pedia para ele levantar... não gosto nem de lembrar.

Haviam outros filmes que me interessavam, assim como outros desenhos. Mas Deus sabe porque eu escolhi " O Rei Leão" para falar. Até hoje canto Hakuna Matata, e me empolgo muito quando chega a hora de soltar o agudo! Auííiiiiíí habumba bumba auê!

Tenho muito medo dos ciclos, principalmente dos ciclos sem fim e nem sempre sinto que me guiará. Sinto que repito muito as coisas, as historias e blábláblá. Sinto até que já escrevi sobre isso...

Os franceses chamam isso de deja vú (pronuncia-se ví). Eu chamo de vida.


Marcel Santiago Soares
-psicólgo e palhaço de nascença-

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Relembrando

Que meus sonhos sejam capazes de dar sentido à minha vida.

Porque na minha vida, parece que nada faz sentido, mas é engano. É só que gosto mesmo de causar espanto.

Porque desde muitos dias atras eu acumulo sensações e sentimentos. E que eles fiquem aqui por mais um tempinho.

Porque como toda criança, qualquer brincadeira me deixa feliz.

Porque eu não culpo as coisas que coloco na boca por colocar outras coisas na boca.

Porque, eu não mudaria nada.



Marcel Santiago Soares
-Psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

"Naná neném..."

Não sei como é para as outras pessoas, mas dormi demais me dá dor de cabeça. Utilizando o vasto conhecimento que aprendi nas aulas de ciências enquanto ocilava entre cochilar/desenhar no fundo do caderno/conversar/ prestar atenção na aula, descrobri que não existe explicação biológica para isso. Cheguei então a seguinte conclusão:

O movimento é o seguinte. Segundo o bom velhinho Freud o sonho é um caminho para chegarmos no inconsciente. Quanto mais durmo, mais sonho (já que todos sonham toda noite). Quanto mais sonho mais entro em contato com meu incosciente e como todos sabem, o inconsciente não é brincadeira. O insconciente possui coisas que não fazem sentido, ou que não queremos que faça. Logo, inconscientemente, quanto mais durmo, mais tenho dor de cabeça.

Conclusões:

1º-Não sou burro em português e estou ciente das regras gramaticais e literárias que dizem que não é bom repetir a mesma palavra várias vezes. Conscientemente, me nego a seguir essa regra, pois o inconsciente não tem regras. Além do mas, quanto mais uso o incosciente mais ele se tornará consciente.

2º- Comprei um analgésico para tomar quando acordar. Sou hoje uma pessoa muito mais feliz.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

À procura do gozo perfeito.

Assisti muito desenho quando era criança. Isso é que dá ser gordinho e não ter amigos.
Tambem assistia muito seriado americano, e adoro comédias romanticas.

Isso tudo entrou na minha cabeça, e hoje eu tenho uma visão de amor muito deturpada. Toda a felicidade neurótica de quem, algum dia, depois de todas as provações vai ser feliz. A necessidade de sofrer porque o herói tem que chorar para conquistar a mocinha. A indrivel angustia de ser desconsiderado e desreipeitado, para só no final, ser capaz de mostrar à todos que sobrevivi.

No outro inverso estão os filmes pornôs. Sem repressão nenhuma. Apenas gozo, ou um quase gozo. Um quê de viver intensamente, um carpe diem. Um modo psicótico de viver, fazendo tudo, passando por todos. Fazendo na mesa de bilhar, no chuveiro, na banheira, nas escadas, no banheiro do avião e até, porque não, na cama.

De qualquer forma, parece que eu tenho que assistir menos tv.


Marcel Santiago Soares.
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 1 de setembro de 2007

Profile

Nas vezes que não me conheço olho bem pro meu orkut e penso no que poderia me descrever. De tempos em tempos penso em frases que poderiam me definir. Mas nunca as escrevo, Deus sabe porque.

Quem sou eu:

" orkut"

" Passado, presente e futuro"

" Ego, Super-ego, ID"

" um viadinho que pega meninas"

" A página não pode ser exibida"



E quando eu as escrevo agora, sinto que nada disso da conta de mim. E nem que somasse tudo a contaria estaria fechada.





Fazendo a prova dos 9.





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 25 de agosto de 2007

Reset

Às vezes eu acho que minha vida é um jogo.

Pause, por favor! Ou vai dar pau...


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 19 de agosto de 2007

Dê o sinal que eu quero descer.

Alguem grita! Não se sabe exatamente o que, tampouco quem. Uma buzina serve de sonoplastia e preenche a cena e outros figurantes compões um cenário. Um vendedor de bolos dizendo que seu ingrediente secreto, não mais secreto assim são ovos. Uma mãe que treina a criança a para de sentir fome e chorar assim que ela levanta a mão. Um aleijado que treina as pessoas a lhes dar moedas assim que estende a mão. Um pastor evangélico que canta em alto e não tão bom som os hinos recém lançados na rádio para todos usando megafone. Uma pedra e também um mendigo no chão compõem o cenário.

E isso tudo passa tão rápido quando se está dentro do ônibus.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Chupada de verão

Ando pensando com frequencia que deveria escrever um livro. Como não tenho paciencia alguma para fazer um romance provavelmente escreveria crônicas.

O Segredo de se fazer uma boa crônica:
* um pouco de qualquer assunto do bom e velho dia-a-dia
*fale sobre isso de modo que seja interessante
* mais importante. Esteja com Vontade de falar sobre isso. Eu, por exemplo, não tenho a minima vontade de escrever agora, o que por si só, já daria uma ótima crônica.

Imaginem a estória.

Um cobertor cobre a parte de baixo do corpo dono daqueles dedos. Não é frio, mas os mosquitos teimam em chupar seu sangue. Dizem as enciclopédias que quem chupa o sangue mesmo são os mosquitos fêmeas. Nunca li enciclopédias, muito pouco gramáticas, por isso não sei como se escreve o feminino de mosquito. Pra falar até a verdade, mosquito não existe. Pra mim o nome é muriçoca mesmo. E por favor não confundam com maniçoba. No primeiro se puxa sangue, no segundo agente cospe.

Ele escreve (ou eu escrevo, nesse exato momento não sei bem em que pessoa deve-se redigir o texto), e não parece sair nada de interessante do teclado. Ele culpa a inspiração, a falta de musa na vida, a fome, a crise monetária em Bangladesh, a temperatua, a muriçoca. Para cada duas palavras digitas, uma coçada. Um vermelhidão começa a aparecer, sua coluna começa a dançar, tentando em vão se coçar com a cadeira. Ele amaldiçoa o dia que escolheu comprar essa cadeira acolchoada, bom mesmo eram aquelas cadeiras de antigamente: madeira e farpas. Eu amaldiçou a modernidade e o teclado que começou a travar a maldita tecla e agora existe um espaço de 33 letras entre o "car" e o "ro" na palavra carro. Desiste-se de escrever quando sabe-se que o leitor irá tremer mais a lingua tentando pronunciar a palavra do que quando beija. Por sinal, a quanto tempo ele não beija...

Ai!
Maldita moriçoca!
Ahhh....
De repente um lampejo de verdade. Acabei de matar a chupada dos últimos tempos.





Marcel Santiago Soares
-psicólgo e palhaço de nascença-

domingo, 12 de agosto de 2007

Pedinte teatral

Uma criança me pediu essa semana para dar-lhe uma moeda. Na verdade ela disse "Tiu, me dê uma moeda pra eu dar de comer pra minha familia que ta passando fome..." e fez cara de tristeza. Eu, como todo ser humano que se preza, diante dessa circunstancia não dei.

Não é por nada não, é que eu não acredito que sofrimento seja um bom motivo pra se conseguir algo. A não ser pena. Acredito mesmo que as pessoas dão o dinheiro não para que o moleque/pivete/trombatinha/gurí (dependendo de que parte do Brasil você more) mas para que ele suma de sua vista.

Numa tentativa de demonstrar um pouco de compaixão resolvir demonstrar minhas capacidades malabaristicas para os meninos e assim mostrar uma nova maneira de ganhar dinheiro. Não deu certo. Tudo que consegui foi um pouco de aplausos e uma leve impressão deles que não servem para aquilo.

Ainda assim, continuo jogando as coisas para o ar e pegando no final entre repetir a mesma frase várias vezes para ganhar dinheiro. Para isso, existe teatro.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Lapsos do dia

Às vezes, e só de vez enquando mesmo, bem de noitinha quando chego em casa depois dos acontecimentos diarios, depois da rotina, e depois das ações. Depois de tudo, me dá um frio na espinha como se nada disso valesse a pena.



Marcel Santiago Soare
-psicólogo e palhaço por nascença-

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

P...

Tento não me apegar as coisas. Facilita muito quando você tem que desfazer. Conheço os prós e os contras disso. Conheço tudo isso e muito mais. Já li Paulo Coelho e sei quais frases feitas podem se encaixar nesse problema.

E não importa o quanto esteja desapegado. Me pego perdido quando perco uma penca de chave.

E nessa hora me pego pensando : puxa, que penca de problema pensar.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sonhos de uma noite de inverno

COMEÇO

enquanto os olhos não se encontrar
as palavras não se formam
as linguas não se tocam

por baixo do lençol, os dedos começam uma longa conversa.

LOGO APÓS

Ninguem realmente sabe como é. Algumas culturas africanas tem opiniões, mas são sempre controversas e muitos guerreiros já morreram por causa disso.
O que a maioria das pessoas não sabe é que as vezes não se quer nada, a não se um abraço.


DEPOIS

Depois, só sobra no meio de uma sala uma almofada laranja.
E nada é tão bom quanto ela.




Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 29 de julho de 2007

Deus e as Pessoinhas

Quantas coisas da pra se fazer?

Pensar já é uma coisa complicada de mais, contudo não da pra fazer o tempo todo. Sentir é outra, agente sente que sente um monte de coisa, só ando desconfiado que não sinto nada.

Ai de vez enquando, meio que por engano eu acho que sinti alguma coisa. Um leve despertar de interesse em algo, ou para todos os motivos, alguem. Mas é tão não certo que faz parecer incerto.

Falar já não é uma coisa dificil de se fazer. Dificil mesmo é fazer com oque as pessoas entendam o que se fala.

Agir é diferente de fazer? Eu, sinceramente ajo que não.

Fica sobrando o sonhar, que para todos os efeitos oniricos é tridimensinal.

Um dia vou unir isso tudo e formar uma pessoazinha ou como prefiro chamar, uma pessoinha. E ela vai ser tudo que eu sempre quis ser.




Marcel Santiago Soares
- psicólogo e palhaço de nascença-
-

terça-feira, 17 de julho de 2007

Tic tac

A madrugada pode ser uma coisa muito chata, principalmente quando se esta acordado.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Reflexões da Sessão da Tarde

A tempos meu tempo anda assim, meio mais pra lá do que pra cá.

Acordo, como, durmo, olho paredes, e no final durmo novamente. As vezes algum compromisso nesse meio interim interrompe minha rotina. Prefiro muito mais um dia completamente lotado de afazeres do que aqueles em que tenha apenas um compromisso de 25 minutos.

Mas esse tempo todo ocioso me faz pensar, afinal não me sobra muita coisa pra fazer e os canais da tv aberta à tarde não possuem realmente uma programação entusiasmante.

Ah, e quanta coisa interessante consegue-se pensar numa tarde ( se consideramos que ela começa depois do almoço e acaba no por-do-sol. No meu caso gira em torno das 13:00 até as 18:00). Ah, sobre os banheiros, as identificações nos livros, as relações de amor, os perfumes, os cheiros. E tem as coisas mais importantes como a cura do cancer, como fazer um sandwich de queijo perfeito, o napolitano de nescau e quick morango, o segredo da vida do universo e tudo mais...

Juro que pensei sobre tudo isso... pena que não lembro de nada...



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

Pena que

terça-feira, 10 de julho de 2007

Efeito feito

Apesar de tudo, devo dizer que gosto de frases feitas, de efeito. Como diria um professor meu, frases de camisetas.

Elas tem a capacidade de reuniar em poucas palavras qualquer coisa que queira dizer. Afinal o efeito sou eu.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

Efeito feito

Apesar de tudo, devo dizer que gosto de frases feitas, de efeito. Como diria um professor meu, frases de camisetas.

Elas tem a capacidade de reuniar em poucas palavras qualquer coisa que queira dizer. Afinal o efeito sou eu.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 1 de julho de 2007

Banheiro

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, com tal zelo e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante com meu pensamento"

Vinicius

" O poeta é um fingidor
finge tão perfeitamente
que finge que é dor
a dor que deveras sente"

Fernando


Eu procuro em versos de poesias algo que rime com minha vida.

Às vezes, quando acordo fico repetindo algumas coisas, acho que são resquicios do inconsciente. Elas reverberam por minha cabeça e eu quase as escuto ecoando em meio as gotas do chuveiro as 6 horas da manhã.
Às 6 horas da manhã eu sou só eco do que outros já sentiam.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ex: EU

Expectativa.

Essa é a palavra que define a vida.

todo o resto não é passado, é assimilado.

Expectativa,

esperança.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 23 de junho de 2007

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite

Já diria Lulu Santos : " todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite."
Já diria Marta Suplici: "Relaxem e gozem."

Já diria Marcel Santiago: "eu não gosto de falar sobre mim..."

E para alguns isso seria o paradoxo do universo. Como? Marcel não quer falar sobre ele? Logo Marcel que é enxamista? O palhaço? O ator?

Bem. Sim.

Para os chineses e koreanos que não entendam o que significa Marcel Santiago eu não explicarei. Para um resumo não autorizado visitem www.psicopalhaco.blogspot.com ou caso não tenham percebido, entrem nessa página.

Enquanto isso, faltam algumas horas para o conhecido forrócaju, e alguns sentimentos se misturam no corpo do digitador. Ele teima em controla-los para que não transpareça nada para seus colegas. O cheiro dos fogos de artifícios, das fogueiras e o som distante de alguma batida trance que não condiz com a presente data confundem-o.

Existem duas alternativas. Sorrir, e pensar que amanha tudo vai continuar. E se não, passará algum dia. A segunda é temer o desconhecido e como todas as outras pessoas, viver.

Uma pena que não consiga tirar par ou ímpar comigo mesmo.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 16 de junho de 2007

OI, VIVO, mentiras, e a Fórmula do Amor.

Adorei o comercial da OI. Não uso celulares GSM, mas adorei mesmo assim. Faz 2 semanas que acabei de pagar uma conta da vivo e acabou de chegar outra. E lá se vai minha felicidade...

Se minha felicidade esta atrelada ao dinheiro? Bem... sim! Afinal, pagando a conta eu não poderei gastar o dinheiro em coisas que me propiciam felicidade, como bebida.

Coisa chata é gastar dinheiro pra ficar bêbado. Lembro com nostalgia da ápoca que com apenas 2 reais ficava feliz. Ontem, nem sei se sobrou dinheiro. Mas sinto que o álcool me torna uma pessoa melhor. Enquando alcoolizado sinto que vejo o mundo através de um prisma diferente, olho e julgo as pessoas, e me sinto distante delas, e sinto que eu poderia fazer qualquer coisa. Sinto que fico mais próximo de Deus.

Verdade? Ah, como qualquer coisa pode ser verdade quando bem dito.

Eu acredito na fórmula do amor (que não é necessariamente amor). No gesto exato (não é marcado), na frase perfeita ( que não é frase feita), no olhar de canto (que não é vesgo). Enfim,nessas coisas todas. A equação é perfeita se você não estiver em um local cuja capacidade de pessoas supera a média dos grandes bairros de Tóquio ou se a quantidade de água fora do seu corpo é maior do que a de dentro dele.

Para concluir, se é que alguem realmente acha que algum dia chegarei a uma conclusão, digo com todas as letras:

-




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Surpresa de Uva

Coisas de mais na minha mente me impedem de escrever qualquer coisa.

Se o excesso me impede de pensar cada coisa de uma vez é bom ou ruim não sei. Sei que mesmo assim gosto muito de salada de frutas, de sorvete napolitano, de surpressa de uva.

Se minhas propriedades abstrativas fossem iguais às alimenticias eu iria ser capaz de degustar a vida mais facilmente.

O gozo alimenticio não me mantém. Muito menos minha mão. Minha imaginação não me contem e tão pouco minha razão.

E acaso isso não faça sentido algum, vai estar o mais proximo da minha realidade.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 3 de junho de 2007

Batom

"Compre Batom
Compre Batom
Compre Batom


E depois me de num beijo..."

Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Pontuação

Ponto. Indica fim.
Dois pontos: algo vêm por ai.
Três pontos... infinito...


Marcel Santiago Soares
-psicóogo e palhaço de nascença-

domingo, 27 de maio de 2007

Resquicios do CONPSI

Descobri uma paranóia em mim. Na verdade uma paranóia geograficamente acima de mima 40 min pelo ar e 4h por terra

Descobri uma paranóia que a menos de 30 m produz mais de 100 bpm.

Descobri ma paranóia que me tornou infantil por alguns dias, me moveu em sua direção, que não controlava.

Ah, mas que paranóia era aquela. A melhor de todas as possíveis paranóias. E juro, dentre instituições discussões de gênero, raciais, psicossomáticas, éticas, psicodramatistas, ambientais, organizacionais e avaliativas, tudo que me interessava era uma bendita paranóia.

E enquanto escrevo isso, verdades sobre grupos passam através de slides na minha frente, mas fecho o caderno e vou atrás dela...



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sonho

E no meu sonho ela possuía uma pele que me possuía. Por minha vez, entregava-me naquilo que a rimar não dá conta.

Tal era a maciez dela que minha mão quase deslizavam tendo, no entanto, a certeza que sentia o gosto de cada pedaço que pudesse agarrar.

E era tantos os apegos e tanto o aperto que me pego duvidando se o gosto que sentia realmente vinha daquele tato. Juro que sentia outro tato pulsar.

Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Self centrado sentado.

Já dizia o ditado "Mato a cobra e mostro o pau". Mas hoje não me interessa as práticas caipiras ou populares. Isso foi só o exemplo para falar de um sentimento humano, demansiado humano.

Somos todos em diferentes graus Vouyers e Exibicionistas. Gozamos de formas diversas observando e nos mostrando.

Qual a graça de ter alguém que nada quer saber sobre você? Pode ser aquele tipo de gente que quer ser discreta e não quer demonstrar nada. Pode ser até aquele outro tipo de gente (e quantos mais tipos existem?) que faz apenas comentários com outros sobre você. Pode ser qualquer outro tipo de gente, mas pra ser gente tem que querer saber do outro. É a curisosidade nata do homem.

Freud escreveu sobre a relação do estranho. Dizia ele que é função do estranho provocar, causar uma impressão, um choque, uma opinião. Conheço até quem se atreveu a fazer uma monografia sobre esse tema. Conheço muitos tipos de pessoa, mas que não se interesse pelo outro? Nem um tiquinho...?

Até o mais narcisista de todos precisa do outro para o elogiar. Até o mais exibicionista precisa do outro para o observar e nem vou falar do vouyer já que a rima ficou clara.

E no meio de tanta gente, eu encontro quem nem por um segundo queira saber um pouco da vida do outro.


"Ser é ser percebido". Berkeley





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 10 de maio de 2007

E se não?

É sério. Eu conheço a fórmula, não adianata explicar. Quando você menos espera acontece. Um sorriso no meio da multidão, as palavras certas no momento inesperado. O abraço que faz esquecer. O beijo que você não consegue desfazer. Eu sei. A regra já foi escrita, re-escrita e re-editada. Mas e se não?

Acontece que sinto com uma freqüência incalculavel um desespero que me faz pensar que temos apenas uma chance para ser feliz, e que por coincidência ou apenas pelo senso de humor do autor dessa novela a minha já foi embora. Não sei se consigo me fazer entender bem nessas palavras. É que não falo simplesmente da sensação que tudo esta dando errado com você, não. Desculpem-me os adolescentes mas já passei dessa fase. Tento descrever aqui é a falta de sentido da vida. Também não to tentando ser complexo ou meta-físico demais, só to tentando dizer algo como:

E se for só isso? E se não tiver nada? Se não valer a pena?

Chamem do que preferir: Fraquesa, depressão, desilusão, falta de auto-estima (também conhecido como “sentimento de menos-valia”), dependência de alguém para viver.

Eu chamo de vazio. E é mais ou menos isso que me descreve agora.





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 5 de maio de 2007

Espirros e Presentes

Ah, minha vó dizia que agente só sente falta das coisas quando perde. É obviu que isso é verdade, afinal quem nunca perdeu algo de valor na vida. POde ser aquele brinquedo, aquela nota de 5 reais que você tanto guardava, pode ser até aquela namorada.

No meu caso, sinto falta de respirar. Não é de sentir o cheiro das flores, de sentir a fumaça na avenida, nem de qualquer outra coisa. É só de respirar.

Mas ei, eu ainda espirro, o que não é tão mal.

Enquanto isso eu só faço assistir tv, e descubro que as pobres coitadas das mães são destinadas a ganhar sofás, microondas, ventiladores e kits de panelas em seu dia. As crianças, brinquedos. Os pais, gravatas e cuecas.

Então me pergunto, qual é a data que se ganha todas as coisas legais?


(O texto não faz sentido, uma vez que sem respirar eu não consigo oxigenar meu cerebro como deveria).



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Promoção na Tv

Na minha televisão tem 8 canais, desses 3 são religiosos.
Às vezes, enquanto pulo os canais da tv procurando o que assistir me pego parando em um canal evangélico. Fico sempre surpreso com as pessoas chorando e com a oratória do ministro R. R. Soares.

Mas também fico feliz, afinal eles dão o que as pessoas mais querem por um preço modesto.

Agora me diga você, quanto vale a esperança?


e continuo pulando os canais até chegar no shoptime...


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Rubrica

Eu escrevo o meu nome e ele me parece estranho, como se aquelas linhas não dessem em absoluito conta de mim. Existe um espaço angustiante no vazio das curvas do "l" que me incomoda.
Quando olho meu sobrenome ele me parece distante, e nem vou comentar da minha rubrica.

Ah, se eu pudesse assinar minhas cartas com meus pensamentos, com minhas memórias, ai sim eu saberia um pouco de mim.

Ah, se eu assinasse meus textos com meus sentimentos, meus medos. Quando eu lesse (ou me le-se), ah, ai sim eu saberia quem sou.


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 22 de abril de 2007

5:12 am

Esse será umtexto diferentee. Primerio porque vcs não conseguiram ler o que eu to escrevendo , uma vez que eu n to acertnaqdo as teclas. Adfinal, eu estou m para todos os efeitos, bêbado. Segundo, por que eu to bêbado, é nuinca eh demais frizar isso.
Eu poderia inumerar de diversas maneiras as coisas que me aconteceram hoje. Inumerar as coisas que aconteceram no mundo hoje. Mas com o perdão da palvra, foda-se o mundo. Eu estou tentabdo digerir uma coisa a mais ou menos 1 ano e 7 meses. Um ano e sete meses. È muito tempo para digerir alguma coisa.
Quem me conhece a no mínimo 5 minitos sabe o que eh essa coisa que eu estou digerindo. Ela não eh uma copisa, mas eh uma pessoa, e talvez a pessoa mais importante que eu já conheci na minha vida.


Eu não quero dizer nada sobre ela, nçao quero fazer uma declaração de amor. Não quero pedir desculpas. Não quero voltar. Nçao quero nada.


Eu só queira dizer: eu continuo pensando em você.

E não se enganem com os erros de português de uma pessoa que não consegue acertar as teclas. Essa pessoa tem completa certeza do que sente, ainda que ela não diga nada.

E é só.


“Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar.”


Marcel Santiago Soares
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quarta-feira, 18 de abril de 2007

Tempo, mano velho

Sabe, tem momento decisivos na vida. Não, não falo sobre o tsunnami na Indonésia, na possibilidade do fim da guerra no Iraque ou em Sandy e Junior se separando. Esses são momentos importantes, mas não decisivos.


Aquele momento em que você anda na rua pensando que tem que acabar com tudo que andava vivendo.
Aquele momento em que você anda na rua pensando que, por Deus, se você conseguiu viver nessa situação por tanto tempo, por que mudar?

Momento de tomar uma decisão.

Existem aqueles que não conseguem tomar decisão nenhuma. Deixam para o pobre tempo a responsabilidade de lidar com tudo. Como se ele tivesse tempo para isso...

Eu tento enganar o tempo. Vou no relógio da cozinha e mudo as horas, tiro a pilha.

Ah, mas o tempo, mano velho vai estar sempre aqui.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Acabou.

Eu não gosto de provas. Não pela nota abaixo da média que eu poderia tirar. Eu não gosto de prova pelo carater capitalista dela, do tempo.

Querem controlar o meu tempo de pensar.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 8 de abril de 2007

Sensações de um sábado a noite

Engraçado como agente se acostuma com uma imagem na mente. A imagem de alguém perfeito. Eu sinto que perdi a minha.

Uma e mais de uma vez eu escutei alguém dizer a seguinte oração: “Ficar é satisfazer sua necessidade, namorar é satisfazer a necessidade do outro”. Falo oração não pelos verbos aqui colocador, mas pela idéia que isso norteia a vida de muitos.

Sinto que estou no momento de satisfazer meus desejos. Ou pior, sinto que não me importa de qualquer maneira os desejos dos outros... Não sei se é só uma visão pessimista da vida em que o outro não importa. Não sei... Eu só estou cansado. É que cansa procurar alguém perfeito...

Como é próprio dos apaixonados, dos amantes, dos amados e dos suicidas ( e eu não sei em que categoria eu me coloco) um certo verso veste muito bem a minha alma agora:

“...Eu não te completo. Você não me basta. Mas é lindo o gesto de se oferecer...”
Hebert Vianna


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Circulo silencioso

Não to com tanta vontade assim de escrever, mas já quase virou rotina. E eu me esforço tanto pra não entrar nela, que vejam só, aqui estou eu!

Nunca gostei dessa coisa que é um ciclo. Já assisti muitos episódios de seriados em que o circulo era a atração. Até que finalmente vinha alguém ou algo pra quebrar esse maldito ciclo. E ainda diziam que o circulo era perfeito...

No meio disso tudo ainda tem outro pensamento, porque penso que nunca pensamos uma só coisa de cada vez. Não daria tempo. Enfim, meu pensamento:

" Eu acredito piamente que eu falo muito. Mas é só por que tenho medo do que possa escutar quando ficar silêncio."



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 1 de abril de 2007

Oposto

O oposto de Salgado não é Doce, é neutro.
O oposto de Doce não é Azedo, é amargo.
O oposto de Ácido não é Doce, é básico
O oposto de mim não é você, sou eu.


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

terça-feira, 27 de março de 2007

...sussurro.

Como uma amante, ela vem a noite. Espera até eu quase dormir e me entorpece, e deixa meus olhos pesados. Me abraça, e eu sinto por trás de mim. Não diz nada, mas mesmo assim dispara o coração.

É assim, toda noite. Eu já espero por ela. Nem sei o seu nome, mas tenho uma leve suspeita: Da ultima vez que foi embora escutei um sussurro macio...

“...tristeza...”

E depois apaguei.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 25 de março de 2007

Tristesa não tem fim. Ainda bem.

Evita Peron, Marilyn Moroou, e outras loiras têm mais em comum em suas vidas do que a cor dos cabelos. Olhei algumas fotos delas e além da sensualidade nata que elas aspiram (e inspiram) existe algo mais. Um olhar cabisbaixo, a boca entreaberta quase sussurrando um segredo triste demais para suportar sozinha. Essas mulheres parecem carregar algo maior do que a própria alma. Algo que as fazem pedir ajuda, mesmo sem nada dizer.

A tristeza possui um glamour único. E eu quero ser chiquê.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 16 de março de 2007

Super Homem, Batman e Don Juan De Marco

Tenho ainda o espírito sonhador que me é próprio da idade jovem, a vontade de mudar o mundo e a quantidade de energia destinada para tal (que provavelmente deveria ter outro fim se assim desejasse).

Oscilo com uma naturalidade própria entre o ímpeto sedutor de Dom Juan De Marco (outrora um herói infantil) e a sagacidade de qualquer pensador cuja vida fora destinada à ciência. Para emparelhar meu herói latino usarei a figura de Einstein, tão clichê, mas que possui no imaginário coletivo uma sabedoria além dos tão fixos pilares científicos.

Para quem ler este fragmento talvez possa incomodar-se com a falta de modéstia deste humilde autor, mas vejam bem, não gastarei tempo me difamando, já que sei que outros o farão. Sei também que ainda assim este texto será lido porque a curiosidade e o desejo de comparar-se são próprios da condição humana.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 11 de março de 2007

Brincadeira de Criança


Se me levar na brincadeira
Eu levo você pra fora
Arranco da boca coisas que não diria
E quem diria, você me sufoca

Eu sei o que faço, como faço, onde passo
Sei onde vou, o que voou, o que te dei
Sei o que falei,, quem amei, o que senti
Não sei quem comi, onde dormi, o que talvez perdi...

Certas coisas não condizem com a realidade
Certas verdades não passam de mentiras
Aquelas meninas não eram minhas
E aquelas palavras eram vazias

Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 1 de março de 2007

Engraçado a quantidade de coisas que agente pensa ao longo do dia

"Engraçado a quantidade de coisas que agente pensa ao longo do dia". Eu por exemplo, pensei isso no ônibus a caminho do trabalho, mas podia muito bem pensar na fila da padaria, na sala de espera, no banheiro ou no meio de um beijo.

Se estudamos desde os três anos até o resto da vida, se absorvemos kilos e kilos de conhecimento ( baseando o peso de cada folha em 0,2 gramas), quanta coisa agente pensa no dia? Se pensamos tanto, que não da tempo de lembrar do que pensamos (o pensamento do título vai ser esquecido por você assim que fechar essa janela) de que vale pensar?

Não acho que pensamos demais, só queria beijar em paz.


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Anonimato

Com muito sono tomo cuidado pra não escrever letras que possam ser deletadas. Quando eu acabar, ninguem realmente saberá se eu as deletei.

Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A procura do gorro perfeito

Talvez um dia eu escreva realmente as coisas que eu penso. Quando tiver coragem de ler o que escrevi, ou aceitar meus pensamentos eu escreverei. Enquanto isso posso fazer como muitos outros e falar sobre o Brasil, futebol ou ainda da situação econômica de Bangladesh. E deixo um pedaço de mim escondido em cada paragrafo.

O melhor jogo que já invetaram foi o lego. Aquela coisa de montar pecinhas, encaixando umas nas outras pra fazer forma nenhuma era de deixar qualquer um paralisado por horas a fio. Ah, bons tempos do lego. Mas não é dele que eu quero falar agora.

Talvez o segundo melhor jogo ja inventado foi "Onde está Wally?". Procurar uma figura esquisita em meio a muitos outros esquisitos. Uma figura peculiar, usando listras vermelhas e brancas, no meio do mundo. Acho que esse jogo ajudou várias pessoas a terem paciencia no que talvez seja a coisa mais importante da vida: a busca da pessoa perfeita.

Por que todo mundo procura um individuo único? Todos querem o ser perfeito, e se não for, que seja ao menos diferente dos demais. Não vou dizer que concordo ou discordo com isso, mas só por garantia comprei um gorro vermelho e branco...



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Sarna, coceira e gozo.

Se eu procurar direitinho, em cada canto do meu corpo tem um segredo a ser desvendado. Um novo misto de prazer e de dor. Um calor especifico que só pode ser achado na coxa esquerda, o molhado inconfundivel do nariz, a rigidez incorrompível do joelho. São zonas mil, erógenas ou sádicas, que se confundem e me fazem pensar aonde em cada passo meu não existe um gozo.

Acaso o paragrafo acima esteja muito prolixo eu darei um exemplo muito pertinente: se coce. Coce ate gozar e sangrar.

Mas não faça isso na vespera do carnaval, ou ira ficar de cama....


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Ufs glacial

Descobri pela quantidade de comentarios nos ultimos posts que textos grandes são chatos pra se ler. Ou isso ou o calor insuportavel deixa as pessoas impacientes.

Dizem por ai que a terra ta derretendo. Deu até no jornal nacional, e eu como um bom burgues, filho de classe média que tem internet e todas as outras fontes de informação acredito no Jornal
Nacinal. Mas se você nçao acredita, bem, passou na record tambem e acho que até a jovem pan e a MTV já falaram sobre isso.

Se você ainda assim acha que isso é piada, que a terra tá t ão normal quanto antes e que o calor atual é só culpa do verão e da moda (moda?), bem... Proponho o seguinte a você que lê este famigerado blog. Vá a UFS, conhecida como Universidade Federal de Sergipe. Ande pelas didaticas as duas horas da tarde, visiti banheiros, fale com guris sobre a vida sexual deles, olhe crianças brincando com pecinhas de montar, converse com psicologos juridicos e mais um monte de coisa.
Quando acabar me diga se não estará fazendo calor. Se não, bem... você teve um dia de vida de um estudante de psicologia.

E ainda dizem que eles só fazem escutar...


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Vestibular nos anos 40

Já passei da epoca de me importar com o vestibular. Faz algum tempo já que isso não faz parte do meu mundo, a não ser pelos dias sem aula que ele me dá. E de alguns risos também.

Estava eu passando pela universidade e encontro várias pessoas correndo, desesperadas, umas pulando, outras jogadas no chão aos prantos. Não encontrei outra explicação a não ser o vestibular ou uma dor de barriga epidemica.

Na verdade, passar no vestibular não é uma prova de inteligencia, preparo para uma nova faze da vida nem nada disso. Alguns dissem que o vestibular não mede nada. Alguns dissem que é sorte. Alguns não falam nada por que não passaram e ainda estão chorando.

Por que essa provinha é tão dificil? Simples, por que não é uma prova. Não importa a questão que você acerta ou erra. O vestibular é um teste de resistencia criado em meados dos anos 50 para selecionar os soldados que conseguiriam sobreviver as situações adversas da guerra. O metodo de correção é simples:

* psicologos treinados e bem pagos analisaram como cada individuo marca as respostas. Na epoca era ABCDE, então se o sujeito riscasse com um traço apenas, com dois ou com uma bola indicariam diferentes personalidades.

*Os sujeitos eram tambem monitorados durante o teste, para saber como se portariam em situações de stress.

* Por fim seria avaliado como o soldado reagiria perante o resultado. Se ele não passasse e saisse quebrando tudo então seria reavalidado e provavelmente admitido. Se chorasse, então era viado e seria admitido tambem pra servir de nêga para os soldados (situações de stress precissam de valvulas de escape).

Ao longo dos anos o teste virou tortura e temos varios casos comprovados usando na base de Guantánamo, com alguns itens a mais, como deixar o prisioneiro pelado com cachorros...

Hoje, o vestibular é muito parecido com seu primo naval guantanamoense. A tortura é similar...

E juro que se alguem não desligar esse carro de som eu vou dar um tiro em alguem.

Marcel Santiago Soares

-psicólogo e palhaço e nascença-

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Despedida


Pensei em escrever uma crônica sobre a morte. Suas sutilezas, suas desavenças, a atração, o medo. Tudo o que desse.

Não.....
...............................deu.





Isso foi só pra dizer adeus.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 27 de janeiro de 2007

Acerca das comidas que bóiam


Água deve ser o ingrediente principal da vida. Todo livro de ciências tem que falar que o corpo humano é feito de 70% de agua. O planeta tem cerca de 80% da sua superfície coberta de água, ao menos eu acho... Desculpem-me se errei as porcentagens, mas nunca me importei muito com água.

Admiro pessoas que bebem dois litros de água por dia. Eu, por exemplo, prefiro a coca, a guaraná ou até o suco de melancia, mas dois litros de qualquer coisa é muito. Mas tudo bem, pelo bem da saúde, do bem-estar e pra não escutar meu médico falando sobre isso de novo, eu bebo.

Tudo bem, mas tem coisas que não da pra agüentar. Simplismente não dá. É desumano, nojento, pavoroso. Enfim, uma merda boiando no mar... que é muita, muita agua.

Vejamos, receita pra se fazer algo nojento:

*arranje muita carne, de muitos tipos diferentes, de preferência das partes mais grotescas de um animal e que ninguem normalmente comeria como lingua, rabo, orelha.
*corte em pedaços que ninguem vai reconhecer ou pensará que reconheceu.

Dica do Chef: Aproveite e economize colocando carnes de vários animais diferentes. Gatos, e cachorros são uma boa pedida.Garanta apenas que todas as partes serão carne vermelha.

*Junte feijão preto. não importe-se acaso o feijão esteja podre. A comida não estará diferente...

*Ao final coloque muita água. Água a vontade. E cozinhe.

Pronto! Vejamos o que sobrou? Pedaços de coisas irreconheciveis, com grãos que você jura (ou reza pra ser) feijão, boiando em um troço preto. Não dá pra saber o que você esta comendo.

Um dia desses eu fui a um restaurante e sobrou apenas estragonoff no cardápio. Primeiro, eu pensei que iria comer algo que não consigo escrever direito... Já que fome é um dos principais instintos junto com o medo (e devo dizer que eles lutaram prar tomar conta de mim) então vamos lá.

A descoberta foi que a carne que deveria vir não veio.
Já a água...


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Leite de Colônia

Existe uma dor indescritível. Eu até poderia descrever, mas poucos entenderiam e assim continuaria sendo indescritível. Não falo do amor, essa dor que só poetas e amigos de mesa de bar descrevem com veemência. Por sinal, acho que todo bom poeta é um bêbado inveterado... O que não seria de Drummond se não fosse aquele conhaque, naquela noite com aquela lua deixando ele sentimental?

Mas não é de amor que eu falo, muito menos de anjos tortos. E de um outro torto. Um torto que teima em pular, correr, gritar, e as vezes ficar mudo. Jogar as coisas pra cima só pra que elas não caiam, andar em uma bicicletas pela metade, um sapato enorme e sobretudo usar aquele nariz vermelho ridículo. Um ridículo por natureza.

Todo mundo sabe da palhaçada que é isso tudo. Alguns amam, outros odeiam e muitos tentam futilmente ignora-los, mas uma coisa é certa: todos olham. É como uma regra que Deus fez, o décimo primeiro mandamento: "Não desviarás o olhar".

Mas e depois?

Um dia vou tomar um conhaque no meio da noite e fumar um charuto. E vou tentar em vão descrever a tortura que é limpar o sorriso de um torto.

É o fim? É o fim?




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Uma carta em uma garrafa

Uma vontade de falar incrivel. Só não é maior do que o sono de quem escreve, e dependendo da hora, do sono de quem lê.
Na procura de um ouvinte vou ao msn. Triste perceber que não há ninguem com quem eu possa compartilhar minhas loucuras. Só queria uma conversa maior do que um " E ai? foi pra festa/show/tequila/casa de fulano ?" Quero alguma coisa mais do que enxer linguiça (que deve ser uma profissão cansativa e nojenta...).

Nâo recebo recados no orkut. Nem spam no email. Não há para quem ligar.

Sozinho eu escrevo no blog. Na intenção de alguem ler um pouco e eu sentir que conversei.


Percebo então que nunca disse nada.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 13 de janeiro de 2007

Tango


Enquanto eles mantêm seus rostos indiferentes, discretamente os dedos dançam a dança dos corpos.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Sobre minha vontade de contar os meus segredos...

Sobre a minha vontade de contar os meus segredos.
Sobre minha vontade de sublimar
Sobre tudo isso
Eu escrevo. Sobre minha vontade de ser artista. De ser intelectual. De pensar. De sentir. De por os pontos nos “is”.
De tudo isso eu tenho vontade.
De desabafar. De falar. De calar. De chorar. De usar outros verbos que não mais admito. Admitir que minto.
De repetir poesias que não fazem mais sentido. De escrever.
De tudo isso eu sei.
De acabar um texto com um “eu amo você”.
De escutar uma música triste. E ter a imagem de alguém viva. De tudo isso eu quero mais.

Deixo tudo pra depois.

Falta alguma coisa pra terminar o texto.


Marcel Santiago Soares
-psicológo e palhaço de nascença-

sábado, 6 de janeiro de 2007

Trapalhão na Sapucaí


Acredito que tudo que se precisa saber de uma pessoa esta em qual Trapalhão ela gostava mais. Eu por exemplo, odeio Didi. Não que ele não tenha sua graça, mas ela vem à custa dos outros. Dedé era do tipo vingativo, e tentava pegar as mulheres e não conseguia. Zacarias era bem... Zacarias. Não se deve esperar muita coisa de uma pessoa cujo nome é Zacarias. Já Mussum, Mussum era brasileiro. Do tipo que esperava pelo carnaval...

E logo será carnaval. Vai começar todo aquele estardalhaço, o feriado, as escolas de samba, os políticos aproveitando para roubar escondido, o álcool, as festas e tudo mais. Dizem que o melhor carnaval que existe é o do Rio. Milhares de pessoas pagam para se vestir com aquelas fantasias de pavão e desfilar na... Como é o nome mesmo...? Sapucaí!

Todo mundo tem uma escola de samba que torce. E como um time de futebol que só aparece uma vez no ano. Não importa se você sabe quem é o Mestre Sala, o samba enredo, nem quem é o carnavalesco. O que importa é anunciar para todos que a sua escola vai ganhar e, é claro acompanhar a contagem. O esforço máximo por uma escola é a contagem. Não, não é pela excitação, é pelo tédio, afinal agüentar aquele cara citar o nome de todas as 19 escolas soletrando cada silaba e no final escutar “ Es-ta-ção-Pri-mei-ra-de-Man-quei-raa. DEEZ!". Ah, uma tortura apenas compreensível pelo amor e com um pouco de cachaça afinal, ninguém segura esse rojão.

Então tá explicado! Mussum era o mais brasileiro de todos! Depois que Didi pegava as mulheres e jogado fora aconteceria...:

" Mas, eu acabei de ficar com seu amigo..."
“Calma... é carnaval...”.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Rorschach e seus fogos


Ah, o reveillon...

Eu acho essa uma das palavras mais engraçadas do nosso vocabulário, e quem sabe até do mundo, já que é uma coisa global. Tem um fonema todo único, uma mistura de letras que sempre me faz pensar como se escreve "reveioon" antes de escrever. E eu só uso essa palavra uma vez por ano...

Além da fonética peculiar essa palavrinha possui um quê qualquer que me faz gastar o primeiro dia do ano com ela. Não são as milhões de pessoas amoltoadas em praias com areia nos sapatos, nos olhos e em outros buracos (dependendo do nível alcoolico); não é a felicidade geral (quase uma histéria em massa); não é nada disso. São aqueles benditos fogos. Não que eu não ache bonito ver todas aquelas cores pipocando no ar, formando figuras que me lembram Rorschach... é que depois de dois minutos a coisa não passa daquilo. Alguns estouros, uma cor um pouco mais diferente. Nada mais.

Vi no jornal que em Copacabana os fogos duram 16 minutos. Caramba, dessezeis minutos.. eu canso só em escrever isso. Imagino um pai de familia com seu filho nos braços, a outra menininha sentada na areia do chão puxando a barra de sua calça, o irmão bêbado ao seu lado brigando com a mulher, areia fina nos olhos... Dezesseis minutos disso, novecentos e sessenta segundos. E sorriso. Quem já se viu começar o ano com a cara fechada? Sorria, ao menos nos primeiros novecentos e sessenta segundos.

E as pessoas pedem paz...

Eu preciso só de um remédio pra torcicolo.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço e nascença-