quarta-feira, 30 de maio de 2007

Pontuação

Ponto. Indica fim.
Dois pontos: algo vêm por ai.
Três pontos... infinito...


Marcel Santiago Soares
-psicóogo e palhaço de nascença-

domingo, 27 de maio de 2007

Resquicios do CONPSI

Descobri uma paranóia em mim. Na verdade uma paranóia geograficamente acima de mima 40 min pelo ar e 4h por terra

Descobri uma paranóia que a menos de 30 m produz mais de 100 bpm.

Descobri ma paranóia que me tornou infantil por alguns dias, me moveu em sua direção, que não controlava.

Ah, mas que paranóia era aquela. A melhor de todas as possíveis paranóias. E juro, dentre instituições discussões de gênero, raciais, psicossomáticas, éticas, psicodramatistas, ambientais, organizacionais e avaliativas, tudo que me interessava era uma bendita paranóia.

E enquanto escrevo isso, verdades sobre grupos passam através de slides na minha frente, mas fecho o caderno e vou atrás dela...



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sonho

E no meu sonho ela possuía uma pele que me possuía. Por minha vez, entregava-me naquilo que a rimar não dá conta.

Tal era a maciez dela que minha mão quase deslizavam tendo, no entanto, a certeza que sentia o gosto de cada pedaço que pudesse agarrar.

E era tantos os apegos e tanto o aperto que me pego duvidando se o gosto que sentia realmente vinha daquele tato. Juro que sentia outro tato pulsar.

Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Self centrado sentado.

Já dizia o ditado "Mato a cobra e mostro o pau". Mas hoje não me interessa as práticas caipiras ou populares. Isso foi só o exemplo para falar de um sentimento humano, demansiado humano.

Somos todos em diferentes graus Vouyers e Exibicionistas. Gozamos de formas diversas observando e nos mostrando.

Qual a graça de ter alguém que nada quer saber sobre você? Pode ser aquele tipo de gente que quer ser discreta e não quer demonstrar nada. Pode ser até aquele outro tipo de gente (e quantos mais tipos existem?) que faz apenas comentários com outros sobre você. Pode ser qualquer outro tipo de gente, mas pra ser gente tem que querer saber do outro. É a curisosidade nata do homem.

Freud escreveu sobre a relação do estranho. Dizia ele que é função do estranho provocar, causar uma impressão, um choque, uma opinião. Conheço até quem se atreveu a fazer uma monografia sobre esse tema. Conheço muitos tipos de pessoa, mas que não se interesse pelo outro? Nem um tiquinho...?

Até o mais narcisista de todos precisa do outro para o elogiar. Até o mais exibicionista precisa do outro para o observar e nem vou falar do vouyer já que a rima ficou clara.

E no meio de tanta gente, eu encontro quem nem por um segundo queira saber um pouco da vida do outro.


"Ser é ser percebido". Berkeley





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 10 de maio de 2007

E se não?

É sério. Eu conheço a fórmula, não adianata explicar. Quando você menos espera acontece. Um sorriso no meio da multidão, as palavras certas no momento inesperado. O abraço que faz esquecer. O beijo que você não consegue desfazer. Eu sei. A regra já foi escrita, re-escrita e re-editada. Mas e se não?

Acontece que sinto com uma freqüência incalculavel um desespero que me faz pensar que temos apenas uma chance para ser feliz, e que por coincidência ou apenas pelo senso de humor do autor dessa novela a minha já foi embora. Não sei se consigo me fazer entender bem nessas palavras. É que não falo simplesmente da sensação que tudo esta dando errado com você, não. Desculpem-me os adolescentes mas já passei dessa fase. Tento descrever aqui é a falta de sentido da vida. Também não to tentando ser complexo ou meta-físico demais, só to tentando dizer algo como:

E se for só isso? E se não tiver nada? Se não valer a pena?

Chamem do que preferir: Fraquesa, depressão, desilusão, falta de auto-estima (também conhecido como “sentimento de menos-valia”), dependência de alguém para viver.

Eu chamo de vazio. E é mais ou menos isso que me descreve agora.





Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 5 de maio de 2007

Espirros e Presentes

Ah, minha vó dizia que agente só sente falta das coisas quando perde. É obviu que isso é verdade, afinal quem nunca perdeu algo de valor na vida. POde ser aquele brinquedo, aquela nota de 5 reais que você tanto guardava, pode ser até aquela namorada.

No meu caso, sinto falta de respirar. Não é de sentir o cheiro das flores, de sentir a fumaça na avenida, nem de qualquer outra coisa. É só de respirar.

Mas ei, eu ainda espirro, o que não é tão mal.

Enquanto isso eu só faço assistir tv, e descubro que as pobres coitadas das mães são destinadas a ganhar sofás, microondas, ventiladores e kits de panelas em seu dia. As crianças, brinquedos. Os pais, gravatas e cuecas.

Então me pergunto, qual é a data que se ganha todas as coisas legais?


(O texto não faz sentido, uma vez que sem respirar eu não consigo oxigenar meu cerebro como deveria).



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-