Uma vontade louca de largar tudo: obrigações, diversões, estudo, pensamentos. Satisfazer necessidades idiotas. Vontade de correr e morrer simultaneamente, só pra chamar atenção. De tomar um bom vinho ( como os atores em filmes hollywoodianos), conversar com qualquer/aquela pessoa que quiser me escutar. Aquela/qualquer que faça caras de interesse quando falar sobre todos aqueles pensamentos não-secretos que sempre quisemos compartilhar.
Ah, vontade de um bom vinho.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
terça-feira, 27 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
Atrito
Minha irmã, pessoa muito importante para minha pessoa, me contou uma historia uma vez. Um bébado que não conseguia acertar as teclas. A historia é até engraçada, digna de se contar em mesas de festa ou de bar.
Eu estava numa mesa à algumas horas atras. Até Alguns minutos atras. Enquato eu falava de minha vida e minhas impressões (que é tudo que posso falar), a mão que acariciava o corpo nem sabia, mas deijava uma impressão. Uma marca de uma contradição. Uma mão dessas passivel de se apaixonar, se não fosse a outra mão que a segurasse.
E enquanto as costas eram desejadas pela mão, e a mão era desejada pela minha, não sobravam sentimentos confusos, que no final da noite, não seria lembrados parar serem escritos.
Esse é o sentimento que fica no fundo da mente. E que fica no fundo da gente.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
Eu estava numa mesa à algumas horas atras. Até Alguns minutos atras. Enquato eu falava de minha vida e minhas impressões (que é tudo que posso falar), a mão que acariciava o corpo nem sabia, mas deijava uma impressão. Uma marca de uma contradição. Uma mão dessas passivel de se apaixonar, se não fosse a outra mão que a segurasse.
E enquanto as costas eram desejadas pela mão, e a mão era desejada pela minha, não sobravam sentimentos confusos, que no final da noite, não seria lembrados parar serem escritos.
Esse é o sentimento que fica no fundo da mente. E que fica no fundo da gente.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Atualização
Não é sobre amores e passados que decido abrir este baú de pensamentos. É sobre vontades e desejos passageiros, desses que agente nunca dá valor (não porque seja barato no mercado livre). É dessas vontades que dá um pouco antes de dormir ou um pouco antes de acordar. Enquando balança o dedo na água do chuveiro no instante mágico em que ela esquenta. Na surdina, embaixo do traveisseiro, onde os pensamentos não podem escapar.
Lá, no reino embaixo dos lençoes, é que se lembra das vontades da infância perdida. Ah, vontades simples de se lidar. O amor pela vizinha do andar de cima; daquela irmã do amigo mais velha, no banheiro só minha; dos quilos emagrecidos para ser notado, do medo de apanhar por pular na piscina de pelado; do grito seco e mudo quando seu amor foi desdenhado; da primeira carta escrita com carinho " seu namorado"; da primeira festa americana; da primeira Ana; da última Ana; da sempre ela; da prova de matemática que não estudada; da primeira colada; a primeira poesia escrita, traduzida de uma boyband; primeiro porre que era pra ser só um esquente.
Lá, no reino embaixo dos lençoes, quando os raios da noite ja predominam e dominam, é que dá vontade de pensar o que agente fez.
E, não vamos tentar ser poéticos, um parágrafo parece ser tão pouco.
Lá, no reino embaixo dos lençoes, da vontade de pular logo pro futuro e ver que no final deu tudo certo.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
Lá, no reino embaixo dos lençoes, é que se lembra das vontades da infância perdida. Ah, vontades simples de se lidar. O amor pela vizinha do andar de cima; daquela irmã do amigo mais velha, no banheiro só minha; dos quilos emagrecidos para ser notado, do medo de apanhar por pular na piscina de pelado; do grito seco e mudo quando seu amor foi desdenhado; da primeira carta escrita com carinho " seu namorado"; da primeira festa americana; da primeira Ana; da última Ana; da sempre ela; da prova de matemática que não estudada; da primeira colada; a primeira poesia escrita, traduzida de uma boyband; primeiro porre que era pra ser só um esquente.
Lá, no reino embaixo dos lençoes, quando os raios da noite ja predominam e dominam, é que dá vontade de pensar o que agente fez.
E, não vamos tentar ser poéticos, um parágrafo parece ser tão pouco.
Lá, no reino embaixo dos lençoes, da vontade de pular logo pro futuro e ver que no final deu tudo certo.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
sábado, 3 de novembro de 2007
Mais que perfeito
Enquanto mechia nos dedos, brincando com as cordas, dedilha os sons e lembra das sensações que outrora ecoavam nas frases das músicas. Pra cada acorde um vago vácuo de lembrança. E em certas frases, cantadas naquele tom diminuto, bate um frio que percorre a nuca, desses que se treme e diz que vai passar. Larga a palheta, encosta o violão na parede e enxuga os olhos.
É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
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