Enquanto mechia nos dedos, brincando com as cordas, dedilha os sons e lembra das sensações que outrora ecoavam nas frases das músicas. Pra cada acorde um vago vácuo de lembrança. E em certas frases, cantadas naquele tom diminuto, bate um frio que percorre a nuca, desses que se treme e diz que vai passar. Larga a palheta, encosta o violão na parede e enxuga os olhos.
É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
sábado, 3 de novembro de 2007
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