domingo, 24 de agosto de 2008

Pela porta da frente

Eu sofro sofrimentos do passado, quase renegados que encontram um cantinho na felicidade do presente pra se apresentar.

Sofro como outros sofrem, mas sofro sozinho e acompanhado. E até acho que começo a gostar desse mau olhado.

Mas que meus fantasmas não ocupem um lugar certo, que eles saiam porta afora. Porque há vida aqui e precisa de espaço pra se mecher.

Porque aos poucos as portas se abrem. E dá medo da luz que pode entrar.

Com calma agente chega lá. Mas se eu cair, não me deixe desistir.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-