terça-feira, 27 de março de 2007

...sussurro.

Como uma amante, ela vem a noite. Espera até eu quase dormir e me entorpece, e deixa meus olhos pesados. Me abraça, e eu sinto por trás de mim. Não diz nada, mas mesmo assim dispara o coração.

É assim, toda noite. Eu já espero por ela. Nem sei o seu nome, mas tenho uma leve suspeita: Da ultima vez que foi embora escutei um sussurro macio...

“...tristeza...”

E depois apaguei.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 25 de março de 2007

Tristesa não tem fim. Ainda bem.

Evita Peron, Marilyn Moroou, e outras loiras têm mais em comum em suas vidas do que a cor dos cabelos. Olhei algumas fotos delas e além da sensualidade nata que elas aspiram (e inspiram) existe algo mais. Um olhar cabisbaixo, a boca entreaberta quase sussurrando um segredo triste demais para suportar sozinha. Essas mulheres parecem carregar algo maior do que a própria alma. Algo que as fazem pedir ajuda, mesmo sem nada dizer.

A tristeza possui um glamour único. E eu quero ser chiquê.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

sexta-feira, 16 de março de 2007

Super Homem, Batman e Don Juan De Marco

Tenho ainda o espírito sonhador que me é próprio da idade jovem, a vontade de mudar o mundo e a quantidade de energia destinada para tal (que provavelmente deveria ter outro fim se assim desejasse).

Oscilo com uma naturalidade própria entre o ímpeto sedutor de Dom Juan De Marco (outrora um herói infantil) e a sagacidade de qualquer pensador cuja vida fora destinada à ciência. Para emparelhar meu herói latino usarei a figura de Einstein, tão clichê, mas que possui no imaginário coletivo uma sabedoria além dos tão fixos pilares científicos.

Para quem ler este fragmento talvez possa incomodar-se com a falta de modéstia deste humilde autor, mas vejam bem, não gastarei tempo me difamando, já que sei que outros o farão. Sei também que ainda assim este texto será lido porque a curiosidade e o desejo de comparar-se são próprios da condição humana.



Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

domingo, 11 de março de 2007

Brincadeira de Criança


Se me levar na brincadeira
Eu levo você pra fora
Arranco da boca coisas que não diria
E quem diria, você me sufoca

Eu sei o que faço, como faço, onde passo
Sei onde vou, o que voou, o que te dei
Sei o que falei,, quem amei, o que senti
Não sei quem comi, onde dormi, o que talvez perdi...

Certas coisas não condizem com a realidade
Certas verdades não passam de mentiras
Aquelas meninas não eram minhas
E aquelas palavras eram vazias

Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 1 de março de 2007

Engraçado a quantidade de coisas que agente pensa ao longo do dia

"Engraçado a quantidade de coisas que agente pensa ao longo do dia". Eu por exemplo, pensei isso no ônibus a caminho do trabalho, mas podia muito bem pensar na fila da padaria, na sala de espera, no banheiro ou no meio de um beijo.

Se estudamos desde os três anos até o resto da vida, se absorvemos kilos e kilos de conhecimento ( baseando o peso de cada folha em 0,2 gramas), quanta coisa agente pensa no dia? Se pensamos tanto, que não da tempo de lembrar do que pensamos (o pensamento do título vai ser esquecido por você assim que fechar essa janela) de que vale pensar?

Não acho que pensamos demais, só queria beijar em paz.


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-