terça-feira, 8 de julho de 2008

Encruzilhada de dedos

Pensava no que escrever. Decidi. Ia escrever um texto sobre decisão. Falava sobre a falsa história de primas minhas que não conseguiam decidir. Falava que eu achava que o sim ou o não nem fazia tanta diferença assim (que me perdoe Paulo Coelho). Falava mais um monte de baboseiras que nem fazem muito sentido agora.

Decidi apagar o texto. Descobri que às vezes decidir não é a questão. E pouco me importa (mentira, me importa um pouquinho sim) qual a sua decisão. É que agente decide o que é de verdade na ação, no silêncio, assim no miudinho, juntinhos. Que o sorriso seja a moeda da escolha. Que o cara ou coroa dê impar, que agente seja sempre par.

Que seja feita nossa vontade. Assim na terra como em qualquer outro lugar.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-