segunda-feira, 27 de abril de 2009

2:47 a.m.

Ando pelas esquinas da casa. Entre corredores corro daquilo que não me deixa dormir. Vago pela cama, embolo-me em lençois e pequenos espasmos de sonho, desejando alguma felicidade que eu nem sei onde se compra. Rolo mais um pouco, levanto, faço um sanduiche (ou sandwich), um pouco de iogurte pois a coca acabou. Leio, assisto um filme. Faço tudo que se faz normalmente e o sono que já estava comigo me diz que é hora de tentar novamente.

Faço tudo normalmente, novamente, na esperança de ter respostas pra perguntas que nem foram feitas...

terça-feira, 21 de abril de 2009

Recomeçar. Mas por onde?

Um novo começo? Uma nova página? Uma nova escrita? Esquecer o que já foi dito e procurar novas palavras para uma nova definição?

Um novo certo alguém com as mesmas certas inquietudes já conhecidas, mas ainda não decifradas. O medo das palavras que agora se espalham e que qualquer um pode ler, podendo nas entrelinhas me reconhecer. Perder o medo e a onipotência que só os hérois, palhaços e pais costumam ter. Perder tudo. Deixar-se ir e começar novamente, desta vez, sem medo de perder, sem medo de sentir.
Voltar, voltar como se nunca se tivesse ido. Voltar com a necessidade de trazer uma bagagem maior do que a que levou na ida. Voltar para que se possa ir novamente.

domingo, 29 de março de 2009

Do vazio e tempo

No vazio deixado, ficou só o talvez
Talvez eu pudesse ter feito algo
talvez devesse ter dito aquilo
talvez, se eu tivesse te segurado, abraçado com força, mostrado o quanto é importante
e que importancia não da conta do tanto, e tanto, e tanto de amor.


Ah, mas eu fiquei parado, e idiotamente calado
nesse tempo todo, esperando o tempo certo
deixei o tempo passar, deixei a água secar
e mesmo agora, não consigo escrever o que senti



Ainda tem tanto pra falar, tantas promessas pra cumprir, tantos planos pra planejar. E o beijos não dados, o amor guardado, os abraços apertados.
Não deu tempo.



Ficou só a certeza que "o tempo não dá conta dagente".




Marcel Santiago Soares
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domingo, 21 de setembro de 2008

Catarze

Porque eu precisava dizer que eu estou aqui, meio de longe, olhando.

Porque ver sua janela subindo e não falar dói.

Porque imagino conversar com estranhos que talvez fossem palhaços... e eu não consigo falar...

Porque a foto na janela é linda

Porque a maquiagem é ..... bem, bom...um dia talvez eu comente


Porque eu queria dizer :Boa prova



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 24 de agosto de 2008

Pela porta da frente

Eu sofro sofrimentos do passado, quase renegados que encontram um cantinho na felicidade do presente pra se apresentar.

Sofro como outros sofrem, mas sofro sozinho e acompanhado. E até acho que começo a gostar desse mau olhado.

Mas que meus fantasmas não ocupem um lugar certo, que eles saiam porta afora. Porque há vida aqui e precisa de espaço pra se mecher.

Porque aos poucos as portas se abrem. E dá medo da luz que pode entrar.

Com calma agente chega lá. Mas se eu cair, não me deixe desistir.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 8 de julho de 2008

Encruzilhada de dedos

Pensava no que escrever. Decidi. Ia escrever um texto sobre decisão. Falava sobre a falsa história de primas minhas que não conseguiam decidir. Falava que eu achava que o sim ou o não nem fazia tanta diferença assim (que me perdoe Paulo Coelho). Falava mais um monte de baboseiras que nem fazem muito sentido agora.

Decidi apagar o texto. Descobri que às vezes decidir não é a questão. E pouco me importa (mentira, me importa um pouquinho sim) qual a sua decisão. É que agente decide o que é de verdade na ação, no silêncio, assim no miudinho, juntinhos. Que o sorriso seja a moeda da escolha. Que o cara ou coroa dê impar, que agente seja sempre par.

Que seja feita nossa vontade. Assim na terra como em qualquer outro lugar.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-