Escuto o outro falando para mim uma historia repetida, já foi dita várias vezes por outros-outros, nos cinemas, nos livros. Mas a historia só se repete porque eu já a vivi.
Descubro em meio as suas frases que a historia não tem fim. Parece um ciclo, mas ele possue uma vaga ideia de um começo. A história é sua dor e a dor é sempre presente.
O outro fala do seu objeto de amor, daquele que foi embora e deixou nele não a dor ( essa vem depois), deixou seu amor pairando no ar e o deixou com a cara de idiota que só os que ficam com o amor pairado no ar possuem (talvez porque a mistura das moleculas de ar com essa energia d'lamur produzam alguma substancia invisivel ao olho nu que reaja com o colegeno da face, produzindo a conhecida em todas as culturas cara-de-bobo).
O objeto de amor foi. O amor que flutuava em sua direção caiu no chão e o enamorado fita o chão paralizado, esperando que de repente, ALAKAZAM, o amor volte a flutuar e continuar sua tragetoria.
O amor, sem objeto contorse-se no chão, luta para manter-se vivo, precisa de objeto, como um peixe fora d'agua sofrendo para respirar ( O amor aqui é uma criança perdida no shopping, desesperadamente verdadeira). O outro enamorado é um sadico, olha passivo o amor esvair-se até que não possua mais nada. O objeto não é nada, já foi embora a muito tempo.
O enamorado descobre depois de muitos anos que o amor não vai se mecher. E quando percebe que é o objeto para quem deve olhar, bem... só encontra pegadas apagadas no chão...
O enamorado, furioso escreve coisas sem sentido, tentando dar sentido a seus sentimentos.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Vc tá apaixonado ou e impressão minha?
O isso é seu lado escritor?
Postar um comentário