Assisti muito desenho quando era criança. Isso é que dá ser gordinho e não ter amigos.
Tambem assistia muito seriado americano, e adoro comédias romanticas.
Isso tudo entrou na minha cabeça, e hoje eu tenho uma visão de amor muito deturpada. Toda a felicidade neurótica de quem, algum dia, depois de todas as provações vai ser feliz. A necessidade de sofrer porque o herói tem que chorar para conquistar a mocinha. A indrivel angustia de ser desconsiderado e desreipeitado, para só no final, ser capaz de mostrar à todos que sobrevivi.
No outro inverso estão os filmes pornôs. Sem repressão nenhuma. Apenas gozo, ou um quase gozo. Um quê de viver intensamente, um carpe diem. Um modo psicótico de viver, fazendo tudo, passando por todos. Fazendo na mesa de bilhar, no chuveiro, na banheira, nas escadas, no banheiro do avião e até, porque não, na cama.
De qualquer forma, parece que eu tenho que assistir menos tv.
Marcel Santiago Soares.
-psicólogo e palhaço de nascença-
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
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