sábado, 6 de janeiro de 2007

Trapalhão na Sapucaí


Acredito que tudo que se precisa saber de uma pessoa esta em qual Trapalhão ela gostava mais. Eu por exemplo, odeio Didi. Não que ele não tenha sua graça, mas ela vem à custa dos outros. Dedé era do tipo vingativo, e tentava pegar as mulheres e não conseguia. Zacarias era bem... Zacarias. Não se deve esperar muita coisa de uma pessoa cujo nome é Zacarias. Já Mussum, Mussum era brasileiro. Do tipo que esperava pelo carnaval...

E logo será carnaval. Vai começar todo aquele estardalhaço, o feriado, as escolas de samba, os políticos aproveitando para roubar escondido, o álcool, as festas e tudo mais. Dizem que o melhor carnaval que existe é o do Rio. Milhares de pessoas pagam para se vestir com aquelas fantasias de pavão e desfilar na... Como é o nome mesmo...? Sapucaí!

Todo mundo tem uma escola de samba que torce. E como um time de futebol que só aparece uma vez no ano. Não importa se você sabe quem é o Mestre Sala, o samba enredo, nem quem é o carnavalesco. O que importa é anunciar para todos que a sua escola vai ganhar e, é claro acompanhar a contagem. O esforço máximo por uma escola é a contagem. Não, não é pela excitação, é pelo tédio, afinal agüentar aquele cara citar o nome de todas as 19 escolas soletrando cada silaba e no final escutar “ Es-ta-ção-Pri-mei-ra-de-Man-quei-raa. DEEZ!". Ah, uma tortura apenas compreensível pelo amor e com um pouco de cachaça afinal, ninguém segura esse rojão.

Então tá explicado! Mussum era o mais brasileiro de todos! Depois que Didi pegava as mulheres e jogado fora aconteceria...:

" Mas, eu acabei de ficar com seu amigo..."
“Calma... é carnaval...”.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

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