Eu escrevo o meu nome e ele me parece estranho, como se aquelas linhas não dessem em absoluito conta de mim. Existe um espaço angustiante no vazio das curvas do "l" que me incomoda.
Quando olho meu sobrenome ele me parece distante, e nem vou comentar da minha rubrica.
Ah, se eu pudesse assinar minhas cartas com meus pensamentos, com minhas memórias, ai sim eu saberia um pouco de mim.
Ah, se eu assinasse meus textos com meus sentimentos, meus medos. Quando eu lesse (ou me le-se), ah, ai sim eu saberia quem sou.
Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-
quarta-feira, 25 de abril de 2007
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