Levemente mechia o dedo nas pedras de gelo que boiavam na bebida cor de vinho. Ao fundo, via seu reflexo e pensava em babozeiras demais para se falar. Via as cores e os sons passarem depressa demais, e talvez por isso não desse importancia suficiente.
Ao mesmo tempo, como se o tempo não se importasse com o excesso de sensações, ele acariciava o rosto e falava sobre coisas que seriam interessantes só para ele. Ao final de muitas frases vazias, ele já tonto decide se levantar. Cansado.
Ela, por sua vez o vê derramar o resto da fanta uva no chão e ir dormir.
Caminhava torto porque pendia de emoções.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
segunda-feira, 3 de março de 2008
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Um comentário:
Intrigante!
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