Às vezes eu gosto de relativizar. Sentado na mesa da lanchonete penso no garçom que serve a todos. Penso nos amigos na mesa ao lado e em quantos amigos já passaram por ali. E que para o garçom não existe nenhuma diferença entre nós a não ser o insistente desejo por ausencia de ervilhas da minha parte.
Às vezes eu gosto de ser tirano. Totalitário mesmo. Acordo e tenho a completa certeza que o mundo esta um pouco mais cinza ou verde-alaranjado graças ao meu humor matinal. E que eu alucino a existência de muitas coisas, incluindo a desde escrito ou de qualquer pessoa que possa lê-lo.
Às vezes eu estou nem lá nem cá. Nessas horas eu escrevo.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
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