segunda-feira, 3 de março de 2008

Zig-Zag-ando

Levemente mechia o dedo nas pedras de gelo que boiavam na bebida cor de vinho. Ao fundo, via seu reflexo e pensava em babozeiras demais para se falar. Via as cores e os sons passarem depressa demais, e talvez por isso não desse importancia suficiente.
Ao mesmo tempo, como se o tempo não se importasse com o excesso de sensações, ele acariciava o rosto e falava sobre coisas que seriam interessantes só para ele. Ao final de muitas frases vazias, ele já tonto decide se levantar. Cansado.
Ela, por sua vez o vê derramar o resto da fanta uva no chão e ir dormir.

Caminhava torto porque pendia de emoções.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 17 de fevereiro de 2008

!!mubaC

É, em geral, quando agente quer que tudo exploda que a coisa implode.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Replay

Na cena ao lado do computador a protagonista/vilã (caracteristicas que parecem se chocar) acaba de voltar a vida. Na realidade ela voltou a vida ontem, hoje é apenas uma reprise de sua morte.

Se dá pra morrer mais de uma vez? Depende de quantas vezes se entrega. Depende de uma série de coisas, incluindo a cotação do dollar que anda variando muito e bala hoje em dia está ao preço dos olhos.

Agora o antagonista/vilão tenta matar a protagonista/vilã enquanto prende a coadjuvante/boazinha! Ah, que confusão é morrer.

Acabo achando que esse povo na novela nunca se apaixona.
E agente ainda quer ser igual a eles...


Marcel Santiago Soares
-psicologo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

No sal grosso

Quando penso em você choro.
Choro lagrimas salgadas que é pra temperar sua pele.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Na ponte do rio que cai

Às vezes eu gosto de relativizar. Sentado na mesa da lanchonete penso no garçom que serve a todos. Penso nos amigos na mesa ao lado e em quantos amigos já passaram por ali. E que para o garçom não existe nenhuma diferença entre nós a não ser o insistente desejo por ausencia de ervilhas da minha parte.

Às vezes eu gosto de ser tirano. Totalitário mesmo. Acordo e tenho a completa certeza que o mundo esta um pouco mais cinza ou verde-alaranjado graças ao meu humor matinal. E que eu alucino a existência de muitas coisas, incluindo a desde escrito ou de qualquer pessoa que possa lê-lo.

Às vezes eu estou nem lá nem cá. Nessas horas eu escrevo.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 5 de janeiro de 2008

Atrazos de vida.

No sol quente do ponto de ônibus ele, tão sóbrio de suas emoções, respira profudamente. Puxa o ar com tal calma- até o fim- que depois de sentir-se momentaneamente completo, esvazia-se.


Marcel Santiago Soares
-psicológo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Conversas de internet.

Ao contrário do que se pensa o amor esta cheio de razão.
Cabe ao enamorado procurar razões nos seus sentimentos, nas ações indefinidas, na angustia repentina. Procura razão naquilo que não controla, para assim entender o funcionamento e saber como agir.
O enamorado procura disfarçar aquilo que o faz enamorado. Tenta enganar-se para não mostra aos outros seu estado patetico de ser que não se controla. O enamorado é vulneravel e exatamente isso que o faz enamorado.

Dai a razão no/do amor. Procurar o controle para depois perder-se.


ps: o autor está excessivamente influenciado por outros autores franceses e gosta de admitir isso.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-