segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

fim.

depois quase-tudo, é por quase-nada que agente desmorona.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Shiii!!

Era de noite. Noite fresca , a tv ligada acoava um chiado qualquer para que ele não sonhasse com o silencio. O silencio o incomodava, o silencio era o simbolo da morte e da vida dos seus pensamentos mais ocultos. LUtava para não escutar o silencio. Antes de dormir ligava a tv, antes de sair de casa ligava o radio só para que quando chegasse, ter a impressão de alguem que o amasse.

LIgava em radios envangelicas, porque não escutava muita música. Geralmente sermões, e sentia que o sermão era ligado diretamente à ele. As vezes a tv quebrava. Nessas horas, só o barulho do computar ligado já era suficiente para deixa-lo menos angustiado.

Sonhou, certa vez, com uma paz sem igual, um branco, leve brisa silenciosa refrescante... Acordou suado com o coração engasgado na boca, e o gosto de medo na boca do estomago.

Uma vez, como era de se esperar, faltou energia. E ele, como era de se esperar, morreu.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 1 de dezembro de 2007

Com os dedos Cruzados

" Inclina teus lábios sobre mim
E que ao sair de minha boca
Seja o que Deus quiser."

Livre adaptação de Canção ao gosto Romântico - Diderot




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quinta do morgado

Uma vontade louca de largar tudo: obrigações, diversões, estudo, pensamentos. Satisfazer necessidades idiotas. Vontade de correr e morrer simultaneamente, só pra chamar atenção. De tomar um bom vinho ( como os atores em filmes hollywoodianos), conversar com qualquer/aquela pessoa que quiser me escutar. Aquela/qualquer que faça caras de interesse quando falar sobre todos aqueles pensamentos não-secretos que sempre quisemos compartilhar.

Ah, vontade de um bom vinho.


Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

domingo, 25 de novembro de 2007

Atrito

Minha irmã, pessoa muito importante para minha pessoa, me contou uma historia uma vez. Um bébado que não conseguia acertar as teclas. A historia é até engraçada, digna de se contar em mesas de festa ou de bar.

Eu estava numa mesa à algumas horas atras. Até Alguns minutos atras. Enquato eu falava de minha vida e minhas impressões (que é tudo que posso falar), a mão que acariciava o corpo nem sabia, mas deijava uma impressão. Uma marca de uma contradição. Uma mão dessas passivel de se apaixonar, se não fosse a outra mão que a segurasse.

E enquanto as costas eram desejadas pela mão, e a mão era desejada pela minha, não sobravam sentimentos confusos, que no final da noite, não seria lembrados parar serem escritos.

Esse é o sentimento que fica no fundo da mente. E que fica no fundo da gente.



Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Atualização

Não é sobre amores e passados que decido abrir este baú de pensamentos. É sobre vontades e desejos passageiros, desses que agente nunca dá valor (não porque seja barato no mercado livre). É dessas vontades que dá um pouco antes de dormir ou um pouco antes de acordar. Enquando balança o dedo na água do chuveiro no instante mágico em que ela esquenta. Na surdina, embaixo do traveisseiro, onde os pensamentos não podem escapar.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, é que se lembra das vontades da infância perdida. Ah, vontades simples de se lidar. O amor pela vizinha do andar de cima; daquela irmã do amigo mais velha, no banheiro só minha; dos quilos emagrecidos para ser notado, do medo de apanhar por pular na piscina de pelado; do grito seco e mudo quando seu amor foi desdenhado; da primeira carta escrita com carinho " seu namorado"; da primeira festa americana; da primeira Ana; da última Ana; da sempre ela; da prova de matemática que não estudada; da primeira colada; a primeira poesia escrita, traduzida de uma boyband; primeiro porre que era pra ser só um esquente.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, quando os raios da noite ja predominam e dominam, é que dá vontade de pensar o que agente fez.

E, não vamos tentar ser poéticos, um parágrafo parece ser tão pouco.

Lá, no reino embaixo dos lençoes, da vontade de pular logo pro futuro e ver que no final deu tudo certo.




Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-

sábado, 3 de novembro de 2007

Mais que perfeito

Enquanto mechia nos dedos, brincando com as cordas, dedilha os sons e lembra das sensações que outrora ecoavam nas frases das músicas. Pra cada acorde um vago vácuo de lembrança. E em certas frases, cantadas naquele tom diminuto, bate um frio que percorre a nuca, desses que se treme e diz que vai passar. Larga a palheta, encosta o violão na parede e enxuga os olhos.

É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.

Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-