Enquanto mechia nos dedos, brincando com as cordas, dedilha os sons e lembra das sensações que outrora ecoavam nas frases das músicas. Pra cada acorde um vago vácuo de lembrança. E em certas frases, cantadas naquele tom diminuto, bate um frio que percorre a nuca, desses que se treme e diz que vai passar. Larga a palheta, encosta o violão na parede e enxuga os olhos.
É que quandoa agente lembra do passado, é porque nunca passou.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
sábado, 3 de novembro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
Sobre a Festa dos Dentes Fantasiados
Das histórias que se fazem a vida. Tenho muitas delas, e acho que todo mundo tem, depende exclusivavente de como se conta.
Precisamos de um cenário, onde a historia se passa. Precisamos de personagens, e precisaremos tambem de uma série de acontecimentos que tenham um final agradavel. Esqueci de contar o mais importante: empolgue-se. Ninguem aguenta contadores deprimidos
Nesse primeiro post vou falar dos cenários. Podem ser muitos, tanto faz se for um banco de areia, uma festa ou sua cama, merdas acontecem em qualquer lugar. Melhor falar de festa, já que pela regra, o número de merdas é proporcional à quantidade de pessoas. Se somar álcool no meio o resultado é: merda!
Eu sei, o cenário não é tudo, não são as pessoas, mas lá é onde as coisas se misturam. O cenário é uma grande batedeira de merda.
Então, depois de pisar em vomito, tomar toco, sentir-se um idiota não encaixado naquele ambiente, beber muito, andar até um ponto a 8 Km da festa calçando um sapato que não é seu, e por fim andar num ônibus com cheiro de peixe eu chego a uma conclusão: às vezes da merda!
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
Precisamos de um cenário, onde a historia se passa. Precisamos de personagens, e precisaremos tambem de uma série de acontecimentos que tenham um final agradavel. Esqueci de contar o mais importante: empolgue-se. Ninguem aguenta contadores deprimidos
Nesse primeiro post vou falar dos cenários. Podem ser muitos, tanto faz se for um banco de areia, uma festa ou sua cama, merdas acontecem em qualquer lugar. Melhor falar de festa, já que pela regra, o número de merdas é proporcional à quantidade de pessoas. Se somar álcool no meio o resultado é: merda!
Eu sei, o cenário não é tudo, não são as pessoas, mas lá é onde as coisas se misturam. O cenário é uma grande batedeira de merda.
Então, depois de pisar em vomito, tomar toco, sentir-se um idiota não encaixado naquele ambiente, beber muito, andar até um ponto a 8 Km da festa calçando um sapato que não é seu, e por fim andar num ônibus com cheiro de peixe eu chego a uma conclusão: às vezes da merda!
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Antônia
Decidi hoje alguma coisa. Não! Na verdade, decidi a muito tempo alguma coisa. Ficar em casa. Mas hoje, consegui fazer o decidido. Escutar uma música, tomar banho, assistir globo repórter, ficar sentado na frente do computador... E quem sabe até escrever em um blog que não estava esquecido.
Uma escolha que demanda energia. Faz tempo que penso sobre isso, sobre não mais pensar. É... quer dizer, só penso quando o mp4 está desligado, quando o livro esta fechado, quando o sinal está fechado, quando... quando é passado ou quando é futuro?
Essas duas coisas se misturam quando o tempo para. A quantidade de tatuagens com dizeres "carpe diem" aumenta, a minha ideia de viver profundamente não só é cada vez mais nebulosa como duvidosa...
Se, eu ficar por aqui hoje resultar em alguma coisa amanha assisto Zorra Total.
Enquanto isso, "Antônia Brilha"
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
Uma escolha que demanda energia. Faz tempo que penso sobre isso, sobre não mais pensar. É... quer dizer, só penso quando o mp4 está desligado, quando o livro esta fechado, quando o sinal está fechado, quando... quando é passado ou quando é futuro?
Essas duas coisas se misturam quando o tempo para. A quantidade de tatuagens com dizeres "carpe diem" aumenta, a minha ideia de viver profundamente não só é cada vez mais nebulosa como duvidosa...
Se, eu ficar por aqui hoje resultar em alguma coisa amanha assisto Zorra Total.
Enquanto isso, "Antônia Brilha"
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Habumba Bumba Ê!
Quando criança costumava assistir "O Rei Leão" com muita freqüência, para meu pediatra freqüência até demais. Adorava tudo, as cores, os animais, a música. Não sei se havia algo em especial que eu gostava mais, era tudo mágico. No outro lado, a morte de Mufaza para mim era um martírio, aquilo doia de tal modo que eu não olhava a cena da queda. Quando Simba aproximava-se do pai e pedia para ele levantar... não gosto nem de lembrar.
Haviam outros filmes que me interessavam, assim como outros desenhos. Mas Deus sabe porque eu escolhi " O Rei Leão" para falar. Até hoje canto Hakuna Matata, e me empolgo muito quando chega a hora de soltar o agudo! Auííiiiiíí habumba bumba auê!
Tenho muito medo dos ciclos, principalmente dos ciclos sem fim e nem sempre sinto que me guiará. Sinto que repito muito as coisas, as historias e blábláblá. Sinto até que já escrevi sobre isso...
Os franceses chamam isso de deja vú (pronuncia-se ví). Eu chamo de vida.
Marcel Santiago Soares
-psicólgo e palhaço de nascença-
Haviam outros filmes que me interessavam, assim como outros desenhos. Mas Deus sabe porque eu escolhi " O Rei Leão" para falar. Até hoje canto Hakuna Matata, e me empolgo muito quando chega a hora de soltar o agudo! Auííiiiiíí habumba bumba auê!
Tenho muito medo dos ciclos, principalmente dos ciclos sem fim e nem sempre sinto que me guiará. Sinto que repito muito as coisas, as historias e blábláblá. Sinto até que já escrevi sobre isso...
Os franceses chamam isso de deja vú (pronuncia-se ví). Eu chamo de vida.
Marcel Santiago Soares
-psicólgo e palhaço de nascença-
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Relembrando
Que meus sonhos sejam capazes de dar sentido à minha vida.
Porque na minha vida, parece que nada faz sentido, mas é engano. É só que gosto mesmo de causar espanto.
Porque desde muitos dias atras eu acumulo sensações e sentimentos. E que eles fiquem aqui por mais um tempinho.
Porque como toda criança, qualquer brincadeira me deixa feliz.
Porque eu não culpo as coisas que coloco na boca por colocar outras coisas na boca.
Porque, eu não mudaria nada.
Marcel Santiago Soares
-Psicólogo e palhaço de nascença-
Porque na minha vida, parece que nada faz sentido, mas é engano. É só que gosto mesmo de causar espanto.
Porque desde muitos dias atras eu acumulo sensações e sentimentos. E que eles fiquem aqui por mais um tempinho.
Porque como toda criança, qualquer brincadeira me deixa feliz.
Porque eu não culpo as coisas que coloco na boca por colocar outras coisas na boca.
Porque, eu não mudaria nada.
Marcel Santiago Soares
-Psicólogo e palhaço de nascença-
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
"Naná neném..."
Não sei como é para as outras pessoas, mas dormi demais me dá dor de cabeça. Utilizando o vasto conhecimento que aprendi nas aulas de ciências enquanto ocilava entre cochilar/desenhar no fundo do caderno/conversar/ prestar atenção na aula, descrobri que não existe explicação biológica para isso. Cheguei então a seguinte conclusão:
O movimento é o seguinte. Segundo o bom velhinho Freud o sonho é um caminho para chegarmos no inconsciente. Quanto mais durmo, mais sonho (já que todos sonham toda noite). Quanto mais sonho mais entro em contato com meu incosciente e como todos sabem, o inconsciente não é brincadeira. O insconciente possui coisas que não fazem sentido, ou que não queremos que faça. Logo, inconscientemente, quanto mais durmo, mais tenho dor de cabeça.
Conclusões:
1º-Não sou burro em português e estou ciente das regras gramaticais e literárias que dizem que não é bom repetir a mesma palavra várias vezes. Conscientemente, me nego a seguir essa regra, pois o inconsciente não tem regras. Além do mas, quanto mais uso o incosciente mais ele se tornará consciente.
2º- Comprei um analgésico para tomar quando acordar. Sou hoje uma pessoa muito mais feliz.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
O movimento é o seguinte. Segundo o bom velhinho Freud o sonho é um caminho para chegarmos no inconsciente. Quanto mais durmo, mais sonho (já que todos sonham toda noite). Quanto mais sonho mais entro em contato com meu incosciente e como todos sabem, o inconsciente não é brincadeira. O insconciente possui coisas que não fazem sentido, ou que não queremos que faça. Logo, inconscientemente, quanto mais durmo, mais tenho dor de cabeça.
Conclusões:
1º-Não sou burro em português e estou ciente das regras gramaticais e literárias que dizem que não é bom repetir a mesma palavra várias vezes. Conscientemente, me nego a seguir essa regra, pois o inconsciente não tem regras. Além do mas, quanto mais uso o incosciente mais ele se tornará consciente.
2º- Comprei um analgésico para tomar quando acordar. Sou hoje uma pessoa muito mais feliz.
Marcel Santiago Soares
-psicólogo e palhaço de nascença-
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
À procura do gozo perfeito.
Assisti muito desenho quando era criança. Isso é que dá ser gordinho e não ter amigos.
Tambem assistia muito seriado americano, e adoro comédias romanticas.
Isso tudo entrou na minha cabeça, e hoje eu tenho uma visão de amor muito deturpada. Toda a felicidade neurótica de quem, algum dia, depois de todas as provações vai ser feliz. A necessidade de sofrer porque o herói tem que chorar para conquistar a mocinha. A indrivel angustia de ser desconsiderado e desreipeitado, para só no final, ser capaz de mostrar à todos que sobrevivi.
No outro inverso estão os filmes pornôs. Sem repressão nenhuma. Apenas gozo, ou um quase gozo. Um quê de viver intensamente, um carpe diem. Um modo psicótico de viver, fazendo tudo, passando por todos. Fazendo na mesa de bilhar, no chuveiro, na banheira, nas escadas, no banheiro do avião e até, porque não, na cama.
De qualquer forma, parece que eu tenho que assistir menos tv.
Marcel Santiago Soares.
-psicólogo e palhaço de nascença-
Tambem assistia muito seriado americano, e adoro comédias romanticas.
Isso tudo entrou na minha cabeça, e hoje eu tenho uma visão de amor muito deturpada. Toda a felicidade neurótica de quem, algum dia, depois de todas as provações vai ser feliz. A necessidade de sofrer porque o herói tem que chorar para conquistar a mocinha. A indrivel angustia de ser desconsiderado e desreipeitado, para só no final, ser capaz de mostrar à todos que sobrevivi.
No outro inverso estão os filmes pornôs. Sem repressão nenhuma. Apenas gozo, ou um quase gozo. Um quê de viver intensamente, um carpe diem. Um modo psicótico de viver, fazendo tudo, passando por todos. Fazendo na mesa de bilhar, no chuveiro, na banheira, nas escadas, no banheiro do avião e até, porque não, na cama.
De qualquer forma, parece que eu tenho que assistir menos tv.
Marcel Santiago Soares.
-psicólogo e palhaço de nascença-
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